A resposta curta
O principal cuidado é combinar tudo no papel antes de começar: papéis, capital, retiradas (pró-labore), divisão de lucros e prejuízos e regras de saída. A amizade é importante, mas não substitui o contrato.
O que alinhar antes de abrir
- Quem faz o quê: as funções e responsabilidades de cada sócio;
- Quanto cada um investe: o aporte de capital de cada um;
- Como será a retirada (pró-labore): a remuneração pelo trabalho na empresa;
- Divisão de lucros e prejuízos: critérios claros para os dois lados;
- Regras de saída: o que acontece se um sócio quiser sair.
O que pode dar errado sem combinado
Quando nada foi acordado, costumam surgir decisões travadas, sobrecarga de um dos sócios e atritos na hora da saída. São situações que desgastam tanto o negócio quanto a amizade.
Como proteger o negócio e a relação
Um contrato social bem feito e um acordo de sócios claro ajudam a dar previsibilidade. A confiança continua sendo essencial — mas é o documento que organiza o que fazer quando as opiniões divergem.
Perguntas frequentes
Preciso de contrato mesmo confiando no meu amigo? A confiança é importante, mas não substitui o contrato social e o acordo de sócios, que dão previsibilidade quando surgem divergências.
Qual a diferença entre contrato social e acordo de sócios? Em regra, o contrato social estrutura a empresa e o acordo de sócios detalha a relação entre os sócios. Costumam se complementar.
E se um sócio quiser sair? Por isso vale combinar as regras de saída desde o início, evitando atritos. A análise depende do caso.
Conteúdo informativo; não substitui a análise de um caso concreto. Precisa de orientação? Falar com o escritório, com sigilo.
_Érika Bruno Silva — coluna "Sem Juridiquês"._

