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Reconhecimento de paternidade: como funciona?

Reconhecimento de paternidade: como funciona?, Família e Cível, Silva Pinto Sociedade de Advogados, Belo Horizonte
O reconhecimento de paternidade pode ser voluntário, no cartório, ou judicial, com possibilidade de exame de DNA. Entenda as formas e os direitos que ele assegura ao filho.

A resposta curta

O reconhecimento de paternidade é o ato que estabelece o vínculo jurídico entre pai e filho. Pode acontecer de forma voluntária, no cartório de registro civil, ou judicial, por ação de investigação de paternidade, em que, em regra, pode ser determinado exame de DNA. Reconhecida a paternidade, o filho passa a ter direitos importantes.

O que é o reconhecimento de paternidade

Reconhecer a paternidade significa formalizar, no plano jurídico, o vínculo entre pai e filho. Ele pode ser registrado no nascimento ou a qualquer tempo depois, inclusive na vida adulta do filho. A finalidade é assegurar a origem familiar e os direitos que decorrem dela.

As formas de reconhecimento

Voluntário. O pai comparece ao cartório de registro civil e declara a paternidade, que é averbada no registro. Não exige processo judicial e costuma ser mais simples.

Judicial. Quando há dúvida ou recusa, é possível buscar a Justiça por meio da ação de investigação de paternidade. Nesse caminho, em regra, pode ser determinado o exame de DNA, e a recusa injustificada em realizá-lo pode ser considerada pelo juízo na análise do caso.

Os direitos do filho reconhecido

Reconhecida a paternidade, o filho passa a ter, entre outros:

  • Nome do pai no registro, com a identificação familiar completa;
  • Convivência com o pai, conforme o melhor interesse da criança ou do adolescente;
  • Pensão alimentícia, fixada de acordo com as necessidades do filho e as possibilidades de quem paga;
  • Herança, em igualdade de condições com os demais filhos.

A Constituição assegura igualdade entre os filhos, sem distinção quanto à origem.

Mutirões e iniciativas de aproximação

Periodicamente, o Judiciário promove mutirões voltados ao reconhecimento de paternidade, que orientam as famílias sobre os procedimentos. O reconhecimento, porém, pode ser buscado a qualquer momento pelas vias comuns.

Perguntas frequentes

Posso reconhecer um filho já registrado? Em regra, sim. O reconhecimento pode ser feito depois do registro, inclusive na vida adulta do filho.
O exame de DNA é obrigatório? No caminho judicial ele costuma ser determinado quando há dúvida ou recusa; a recusa injustificada pode ser considerada pelo juízo.
O filho reconhecido tem os mesmos direitos? Sim. A Constituição assegura igualdade entre os filhos, sem distinção de origem.

Conteúdo informativo; cada caso depende de análise individual. Precisa de orientação? Falar com o escritório, com sigilo.

_Joelma Miriã de Oliveira — coluna "O Divórcio Sem Mistério"._

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