Alienação parental é, em regra, a interferência de um responsável na formação psicológica da criança ou adolescente para afastá-la do outro genitor. Diante de sinais, o passo inicial costuma ser reunir elementos, documentar ocorrências e buscar orientação em Família e Cível para avaliar medidas previstas na legislação aplicável, como advertência, regulamentação de convivência, acompanhamento psicológico, perícia psicossocial e, em situações graves, revisão da guarda, sempre pelo melhor interesse da criança.
O que é alienação parental na prática?
Trata-se de condutas que podem dificultar ou romper o vínculo com o outro genitor, como impedir contatos, desqualificar de forma reiterada, omitir informações escolares e de saúde, ou apresentar relatos da criança que refletem falas adultas. A legislação aplicável conceitua a prática e autoriza o Judiciário a adotar medidas proporcionais ao caso.
Quais são os sinais mais comuns?
- Recusa de convivência sem motivo aparente ou mudança brusca de afeto
- Fala adulta repetida pela criança e desqualificação do outro genitor
- Obstáculos frequentes a visitas, chamadas e eventos escolares
- Omissão de informações relevantes de saúde e rotina
- Campanha de desmoralização ou criação de falsas memórias, a depender da prova
Conteúdo informativo, sinais isolados não bastam. É necessária análise técnica do contexto familiar.
O que fazer ao identificar indícios?
- Registrar fatos: datas, mensagens, e-mails, boletins escolares, prontuários
- Evitar confrontos diante da criança, priorizando comunicação escrita e respeitosa
- Buscar orientação jurídica em Família e Cível para definir estratégia
- Considerar pedido judicial, que pode incluir, conforme a legislação aplicável: advertência, regulamentação ou readequação da convivência, acompanhamento psicológico, perícia psicossocial, multa e, em casos sérios, eventual alteração de guarda
- Avaliar mediação ou composição, quando possível e seguro
Como a Justiça avalia e quanto tempo pode levar?
O Judiciário decide, em regra, com base no melhor interesse da criança, ouvindo profissionais técnicos e, quando adequado, colhendo depoimento em ambiente protegido. Pode haver perícia psicossocial e relatórios técnicos. O tempo varia conforme a complexidade, a necessidade de provas e a agenda dos serviços, podendo ir de alguns meses a mais de um ano.
É sempre alienação? Como diferenciar de proteção necessária?
Nem todo conflito de guarda configura alienação. Há situações em que a restrição de contato pode ser medida de proteção, como suspeitas fundamentadas de violência doméstica ou riscos previstos em normas de proteção da infância. Nesses cenários, medidas protetivas podem ser cabíveis. A distinção depende de indícios, avaliações técnicas e do conjunto probatório.
Preciso de advogada e como a atuação ajuda?
A atuação jurídica organiza provas, define pedidos proporcionais, acompanha perícias, busca soluções consensuais quando viáveis e requer medidas cabíveis, quando necessário. Em Belo Horizonte, no Barro Preto, a equipe da Silva Pinto Sociedade de Advogados, na frente de Família e Cível, pode orientar sobre guarda, regulamentação de convivência e aplicação da legislação pertinente.
Perguntas rápidas
A criança será ouvida?
Pode ser, de forma adequada à idade, preferencialmente em ambiente protegido e com equipe técnica, quando o Juízo entender necessário.
Posso gravar conversas para provar?
A gravação em que você participa pode ser aceita, dependendo do contexto e da licitude da prova. Avalie juridicamente antes de usar.
Alienação parental é crime?
Não há, em regra, tipificação penal específica sobre alienação parental. As consequências tendem a ser cíveis e processuais, como advertência, multa e ajustes de guarda e convivência.
Conteúdo informativo; cada caso depende de análise. Fale com o escritório, com sigilo.

